Internet

O começo do fim de uma Internet livre no Brasil?

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Lembra de nosso post Concorrência desleal? Não demorou muito e já conseguiram de alguma forma tributar o Netflix. E não só Netflix a lei aprovada nessa semana também impacta outros serviços. E a Internet vai se tornando cada dia menos livre.

O projeto de lei 366/2013, aprovada pela Câmara, estende a cobrança do ISS a setores ainda não tributados. Abaixo o destaque para alguns trechos da lei que nos permite ter uma ideia do impacto que a lei trará para os usuários, desenvolvedores e startups:

1.03 – Processamento, armazenamento ou hospedagem de dados, textos, imagens, vídeos, páginas eletrônicas, aplicativos, sistemas de informação, entre outros formatos, ou congêneres.

1.04 – Elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos eletrônicos, independentemente da arquitetura construtiva da máquina em que o programa será executado, incluindo tablets, smartphones e congêneres.

1.09 – Disponibilização de aplicativos em página eletrônica.

1.10 – Disponibilização de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto em páginas eletrônicas, exceto no caso de jornais, livros e periódicos.

Para quem ainda está tentando compreender o impacto disso eis alguns exemplos de serviços afetados: (Item 1.03) WordPress, serviços de hospedagem, OneDrive, Dropbox, iCloud, Google Drive, iTunes, Amazon; (Item 1.04) Desenvolvedores e startups de apps; (Item 1.05) Steam, PSN, Xbox Live, Google Play, Windows Store, Apple Store; (Item 1.10) Flickr, Spotify, Netflix, Evernote. Apenas isso…. 

Por enquanto, as postagens aqui no Blog e nossas postagens nas mídias sociais ainda não estarão tributadas. Por enquanto…

Fontes:

http://goo.gl/GACIJ3

https://goo.gl/GxgY2n

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Por uma mídia social única

Começo este post com pequenos “sintomas” que justificam a idéia que quero passar neste breve texto. Segue alguns dados recentes sobre as redes sociais:

Segundo matéria publicada no IDG NOW, em junho de 2011 o Facebook registrou, desde que se iniciou as medições neste site, uma queda do número absoluto de usuários em alguns países como nos Estados Unidos e Canadá, sendo eles os primeiros países adeptos do Facebook. O Google+, depois de um início espantoso, já registra uma diminuição no tráfego do site, uma diminuição de 3%. Justificável e esperado até certo ponto, mas que pode estar indicando algum tipo de comportamento.  Matérias no início deste ano já mostravam também a redução do crescimento do Twitter.

Será as mídias sociais mais um fenômeno de TI passageiro? Duvido e muito. O advento das mídias sociais só está no início, porém a sua forma de utilização tende a ser transformada.

Mas que tipo de transformação é essa?   Bom, temos  dois fatores que podem nos indicar o que será  essa transformação:

1. Sites agregadores de mídias

Cada  vez é mais comuns serviços que agregam em único local a visão das diferentes redes sociais que o usuário participa. Exemplos:  Ping.fm, Silentale e Chi.mp. Para quem não gosta de ir em vários locais, usar várias senhas e gosta de agilidade, esses agregadores são uma boa atrativa.

2. Resultados de busca ordenados

Atualmente nos resultados de busca do Google, desde que se logado com uma conta Google, ao se pesquisar sobre um determinado assunto, são apresentados posts e comentários de seus amigos sobre o assunto e também links compartilhados por estes sobre o tema.

A redução do tempo em que os usuários permanecem nas redes sociais bem como a  diminuição pequena de usuários aliado aos fatores apresentados podem indicar que os usuários não queiram mais ter a necessidade de entrar em um determinado site ou mídia social para interagir com seus amigos, estar por dentro do que está acontecendo ou mesmo o que é tendência no mundo naquele exato momento. Cada vez desejam mais fazer isto de qualquer local. O Google já verificou isso e, como apresentado, agrega nos seus resultados de busca conteúdo de outras mídias sociais. Ainda é um pequeno passo, mas na opinião desse autor, a indicação clara de que as mídias sociais estarão cada vez mais integradas e que, no futuro, estar conectado em uma mídia social não será opcional e nem tanto restrito para alguns sites e sim a própria internet será, como toda, uma grande rede social.

Cérebro: IF “@informação” em memória = FALSE -> Consultar Google

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O título deste post bem que poderia representar uma característica ou melhor, uma instrução adquirida por nosso cérebro.

Loucura deste autor cada vez mais esquecido? Não! Trata-se de um resultado de mais de uma daquelas pesquisas malucas, porém, desta vez, bem interessante.

Em uma pesquisa publicada na revista Science com o título “Google Effects on Memory: Cognitive Consequences of Having Information at Our Fingertips”, a partir de experimento com cerca de 100 pessoas da Universidade de Harvard, revelou  que a população começou a usar a internet como seu “banco pessoal de dados” e que os computadores e mecanismos de busca on- line se transformaram em uma espécie de sistema de “memória externa”.

Faz sentido que o cérebro, máquina fantástica, adaptativa e misteriosa que é, ter adotado tal procedimento. Apesar de nossa memória ter uma capacidade monstruosa de armazenamento ela também é um recurso escasso. Sendo assim, nada mais inteligente do que optar-se em deixar os dados mais importantes em cache – nossa memória fisíca – e aqueles dados não tão importantes ou de menos consulta em uma memória auxiliar porém, com um rápido mecanismo de pesquisa, tal como o Google.

Segundo a pesquisa, tal comportamento já existia. No entanto a figura de um buscador como Google era substituído pela memória de outra pessoa ou mesmo um caderninho de bolso. Porém, ao meu ver, o comportamento tende a ser mais comum, visto em se ter cada vez mais o acesso da informação  em qualquer lugar e, também, da rapidez deste acesso.

Desta forma, da próxima vez que esquecer de algo: consulte o Google. Eu estou indo lá agora. Onde está mesmo a minha blusa!?