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Velocidade Máxima! Hackers no controle do seu carro

Há algum tempo fizemos um briefing sobre ataques cibernéticos que fogem dos alvos habituais como seu computador ou um servidor de uma empresa, por exemplo: indústrias, usinas nucleares e até mesmo hidrelétricas. Nessas últimas semanas uma notícia me chamou atenção: ataques que objetivam a obtenção do controle sobre a direção de carros. Visto o advento de protótipos de veículos autônomos como os carros da Google será esse um novo quesito que estará na revisão programada dos carros no futuro?

A notícia que me chamou a atenção foi essa: “De longe, hackers invadem e controlam carro com jornalista dentro”. Resumindo a reportagem, Charlie Miller e Chris Valasek conseguiram explorar uma vulnerabilidade do sistema de multimídia Uconnect Access de uma Cherokee. Esse sistema permite acesso à Internet e, por meio de uma brecha existente, sistemas como o de ar condicionado, a buzina (até aí, tudo bem), acelerador e freios(!) puderam ser acessados e controlados remotamente a quilômetros de distância. Abaixo um breve relato do sentimento do jornalista que estava dentro do veículo no momento do ataque:

(…) o momento mais desesperador foi quando eles cortaram o sistema de freios, enquanto o SUV se encaminhava para uma vala à beira da estrada, em baixa velocidade

Imagine as possibilidades de ataque? Como o seu carro sair por aí desgovernadamente em uma velocidade absurda (lembram do filme Velocidade Máxima?). Provavelmente essas possibilidades são muito mais perigosas do que um mal funcionamento de um airbag (motivo para recall de uma grande montadora aqui no Brasil). Ao mesmo tempo acompanhamos também o advento de protótipos de carros sem motoristas, o mais famoso deles: o carro da Google.  Esse carro é baseado em um computador central que, com ajuda de sensores, radares GPS com Google maps, acelerômetros, scanner de posição e câmeras, posiciona e guia o carro pelo caminho desejado. Um novo vetor de ataque?

Evidenciando o quanto esse assunto já é tratado seriamente em fevereiro de 2015, o FBI revelou por meio de um relatório sua preocupação com o risco de ataque de hackers aos controles dos carros. Agora em julho, o Congresso Americano recebeu um projeto de lei que exige que as empresas de carros inteligentes criem tecnologia à prova de invasão.

Uma coisa eu sei: minha preferência em relação aos carros com direção manual acaba de ficar ainda maior.

Abraços e até o próximo post.

Fontes:

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/07/risco-de-ataque-hacker-controles-de-carros-assusta-os-eua.html

http://g1.globo.com/carros/noticia/2015/07/de-longe-hackers-invadem-e-controlam-carro-com-jornalista-dentro.html

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Quebrando barreiras culturais com a Google

Já há muito tempo a Google faz jus não apenas a expressão Gigante das buscas. Sistemas Operacionais, smartphones, óculos inteligentes, serviços oferecidos na nuvem, e até carros inteligentes (que apesar de alguns incidentes, tem muito que oferecer) são alguns dos outros serviços e produtos. Neste post vamos falar sobre um grupo destes serviços e produtos que permite não apenas a aproximação das pessoas, mas que promovem também uma integração global entre os povos.

1. Google Earth

Em junho de 2015, o Google Earth completou 10 anos. Em comemoração a data foi lançada um novo serviço: o Voyager. O Voyager permite explorar de forma virtual os lugares mais conhecidos em todo o mundo de 5 formas diferentes: pelo Street View, Earth View, 3D Cities, Satellite Imagery Updates e Highlight Tour.  Pelo Street View é possível ver alguns lugares como a Torre Eiffel e praias de Fernando de Noronha em imagens panorâmicas; com o Earth View esses mesmos lugares com uma visão espacial; o 3D Cities, por sua vez, permite uma imersão em 3D por várias cidades do mundo; o Satellite Imagery Updates fornece as imagens de satélite das últimas atualizações adicionadas ao Google Earth e por último, mas não menos interessante, o Highlight Tour. Com ele o Google permite as pessoas um verdadeiro passeio virtual por alguns dos lugares mais famosos do mundo como o Cristo Redentor, Monte Fuji e o Grand Canyon.

2. Google Art Project

Além de permitir a viagem por vários lugares do mundo com o Earth a Google permite também conhecer mais da cultura de alguns países disponibilizando tours dentro de museus por meio do Art Project. Um museu virtual com diversas obras do mundo todo e sem sair de casa!

3. Google Tradutor 

Quem aqui já não usou o Google Tradutor? Um produto essencial e presente no dia-a-dia de muitas pessoas está a cada dia mais rompendo a barreira do idioma.Atualmente o produto conta com o recurso para tradução de imagens em tempo real em que ao focalizar com a câmera do celular uma imagem em outro idioma ela é automaticamente traduzida, útil especialmente para viagens internacionais.  Outro recurso é a tradução de voz em tempo real. Com ele o aplicativo de tradução ouve o diálogo, identifica qual é o idioma e traduz automaticamente em um texto que é exibido na tela do celular. O próximo passo? Tradução em voz em tempo real. Fim das escolas de idiomas?

4. Project Loon

O Project Loon ou “Loon para todos” possui como objetivo levar a Internet para o mundo por meio de balões.  Esses balões ficam na estratosfera e, por meio de algoritmos, são posicionados estrategicamente em uma camada de vento para serem levados ao lugar desejado.  Assim, se a sua operadora de sinal não cobrir a sua área a Google vai te conectar. Conectar você e o mundo ao mundo.

 Se com tudo isso a Google vai se tornar a Skynet eu não sei. Mas certamente ela está tornando o mundo cada vez mais conectado, integrado e sem barreiras. Abraços e até o próximo post.

Fontes:

http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2015/06/google-earth-faz-10-anos-e-ganha-modo-voyager-para-ver-novos-lugares.html

https://tecnoblog.net/172760/google-tradutor-voz-imagem/

Google 2.0

A Google, apesar de seus muitos produtos (nem todos de sucesso), possui o seu mecanismo de busca ainda como seu carro chefe. Recentemente, a Google anunciou o seu novo projeto que pretende mudar a forma pela qual o seu algoritmo de buscas funciona.

O novo conceito de buscas da gigante se baseará no chamado knowledge graph. O intuito desse  novo sistema é não apenas usar como critério de seleção, na sua gigante base de dados, o termo informado pelo usuário, mas também a relação que este termo possui com outros termos/objetos ou, tecnicamente falando,com outros itens parte deste imenso grafo.

Basicamente o novo sistema objetiva obter um resultado de busca mais humano a partir de um tema. Sendo assim, a partir do tema Clarice Lispector, teriam resultados relacionados a pessoa e resultados relacionados as suas obras e características de sua obra, tendo assim uma busca mais ágil e intuitiva. Isto é apenas um exemplo simples das facilidades e de novas perspectivas.

O projeto de implementação do novo algoritmo passará por 3 etapas. A primeira seria eliminar resultados ambiguos que podem ser retornados. Desta forma, a pesquisar por São Paulo a Google perguntaria se o termo a ser pesquisado seria sobre a cidade ou o time com mesmo nome.

A segunda etapa seria mostrar alguns resultados resumo sobre o termo pesquisado como, por exemplo, data de nascimento, local e outros dados bibliográficos ao pesquisar sobre um autor, por exemplo.

A última etapa, seria efetivamente implementar o resultado do novo algoritmo com a nova busca em novo grafo formado pelas interligações entre o termo e de termos relacionados.

Google 2.0 e uma reformulação no sistema de buscas ou mais um projeto de nem tão sucesso e revolução da Google?2 A questão diferente dessa vez, é que não é uma simples nova aventura da Google mais sim uma alteração e projeto envolvendo o seu core principal: seu serviço de busca.