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Por uma mídia social única

Começo este post com pequenos “sintomas” que justificam a idéia que quero passar neste breve texto. Segue alguns dados recentes sobre as redes sociais:

Segundo matéria publicada no IDG NOW, em junho de 2011 o Facebook registrou, desde que se iniciou as medições neste site, uma queda do número absoluto de usuários em alguns países como nos Estados Unidos e Canadá, sendo eles os primeiros países adeptos do Facebook. O Google+, depois de um início espantoso, já registra uma diminuição no tráfego do site, uma diminuição de 3%. Justificável e esperado até certo ponto, mas que pode estar indicando algum tipo de comportamento.  Matérias no início deste ano já mostravam também a redução do crescimento do Twitter.

Será as mídias sociais mais um fenômeno de TI passageiro? Duvido e muito. O advento das mídias sociais só está no início, porém a sua forma de utilização tende a ser transformada.

Mas que tipo de transformação é essa?   Bom, temos  dois fatores que podem nos indicar o que será  essa transformação:

1. Sites agregadores de mídias

Cada  vez é mais comuns serviços que agregam em único local a visão das diferentes redes sociais que o usuário participa. Exemplos:  Ping.fm, Silentale e Chi.mp. Para quem não gosta de ir em vários locais, usar várias senhas e gosta de agilidade, esses agregadores são uma boa atrativa.

2. Resultados de busca ordenados

Atualmente nos resultados de busca do Google, desde que se logado com uma conta Google, ao se pesquisar sobre um determinado assunto, são apresentados posts e comentários de seus amigos sobre o assunto e também links compartilhados por estes sobre o tema.

A redução do tempo em que os usuários permanecem nas redes sociais bem como a  diminuição pequena de usuários aliado aos fatores apresentados podem indicar que os usuários não queiram mais ter a necessidade de entrar em um determinado site ou mídia social para interagir com seus amigos, estar por dentro do que está acontecendo ou mesmo o que é tendência no mundo naquele exato momento. Cada vez desejam mais fazer isto de qualquer local. O Google já verificou isso e, como apresentado, agrega nos seus resultados de busca conteúdo de outras mídias sociais. Ainda é um pequeno passo, mas na opinião desse autor, a indicação clara de que as mídias sociais estarão cada vez mais integradas e que, no futuro, estar conectado em uma mídia social não será opcional e nem tanto restrito para alguns sites e sim a própria internet será, como toda, uma grande rede social.

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Sigmund Freud e as mídias sociais

Caro leitor, você faz parte de alguma mídia social? Sim, óbvio….n..não… Não?! Facebook, Orkut, Twitter, Linkedin, nada?! Segundo dados de 2010, 945 milhões de pessoas estavam conectadas em algum tipo de rede social. Pesquisas também datadas de 2010 revelavam que existiam 1.8 bilhões de usuários com acesso a Internet. Ou seja, você leitor que ainda não faz parte de nenhuma rede social já pertence a minoria.  Ruim?! Depende do ponto de vista. O fato é que o uso de redes sociais cresce em um ritmo muito acelerado, como bem mostra o vídeo abaixo:

Porém nem tudo são “flores” nas mídias sociais. Algumas atitudes condenáveis e vergonhosas surgem invariavelmente. Como podemos explicar esse comportamento estranho de algumas pessoas nas mídias sociais???  Para isso, que tal uma ajudinha de Freud.

Em 1921, Freud publicou uma obra intitulada: Psicologia das massas e análise do eu. Nela Freud investiga a peculiaridade de um sujeito quando este faz parte de uma massa.

Ao ler essa obra, pude identificar pontos que remetem em alguns comportamentos encontrados nas mídias sociais que é,  nada mais do que, uma massa de pessoas interagindo por meio da internet.

Cita-se em sua obra:

(…) o indivíduo que faz parte de um grupo adquire, unicamente por considerações numéricas, um sentimento de poder invencível que lhe permite render-se a instintos que, estivesse ele sozinho, teria compulsoriamente mantido sob coerção.

Ainda sobre o comportamento de um indivíduo nessas circunstâncias é falado:

Além disso, pelo simples fato de fazer parte de um grupo organizado, um homem desce vários degraus na escada da civilização. Isolado, pode ser um indivíduo culto; numa multidão, é um bárbaro, ou seja, uma criatura que age pelo instinto. Possui a espontaneidade, a violência, a ferocidade e também o entusiasmo e o heroísmo dos seres primitivos.’ (Ibid., 36.) Le Bon demora-se então especialmente na redução da capacidade intelectual que um indivíduo experimenta quando se funde num grupo.

E mais ainda:

Acha-se inequivocamente em ação algo da natureza de uma compulsão a fazer o mesmo que os outros , a permanecer em harmonia com a maioria.

Talvez isto pode trazer alguma explicação científica para algumas das atitudes de alguns usuários nas mídias sociais. É frequente o surgimento de comunidades no Orkut que incentivam a violência e pessoas dentro dessas que fomentam a idéia, com justificativas e idéias absurdas.

No Twitter, já se tornaram famosos casos em que se mostram uma violência gratuita das pessoas. Um deles,  o ódio e ofensa entre pessoas do Brasil que pertenciam as diferentes regiões do país. Tudo começa sempre, nesses casos, com um comentário hostil sobre um determinado assunto. Daí, surgem uma ou outra pessoa que também compartilham o mesmo pensamento e fazem comentários com o mesmo grau de hostilidade, chegando-se na definição de um grupo ou massa de pessoas. Logo, se incluem rapidamente ao grupo mais e mais pessoas que fazem comentários no calor da emoção, sem medo das consequências e com uma violência e instituto bem primitivos, exemplificando assim o que Freud destacou muito tempo atrás em sua obra. Um bando de pessoas com uma capacidade intelectual reduzida temporariamente (ou não!).

Como resolver essas questões? Regras, punições, conscientização, normas de conduta? Sinceramente, não sei. Talvez, um processo de maturação das mídias sociais ao longo do tempo pode solucionar ouuuu, talvez mesmo só Freud!

Internet e seu lado sombrio

Falar que a Internet é uma forma de se comunicar e que seu poder está cada vez maior perante as outras mídias tradicionais é, como se diz, “chover no molhado”.

Com a WEB 2.0, porém, está cada vez mais visível um problema fruto da liberdade de expressão e da geração de conteúdo por qualquer usuário da grande rede,  oriunda dessa própria evolução. Trata-se da exposição inadequada das pessoas.

O que sustento aqui é que a exposição inadequada não está sendo causada porque WEB 2.0 é  algo ruim, mas sim que a falta de preparo e, por muitas vezes, conhecimento acaba mostrando um poder negativo da qual a Internet pode proporcionar, quando não usado de maneira correta.

Recentemente tivemos no Twitter um típico exemplo do que a má utilização do poder comunicativo da Internet pode causar. Após a eleição, que acabou elegendo a  Sra. Dilma Roussef para a presidência do Brasil, tivemos alguns “”tweets” de usuários, por meio do Twitter, que ofendiam e atacavam pessoas de outra regiões do país, culpando-as pelo fato de eleger uma pessoa pelas quais estes não concordavam. Ocorre, caros, que um simples comentário ou opinião dada no Twitter , por qualquer que seja o usuário, pode se transformar em um viral tendo um alcance nacional e até mesmo, como foi no caso, mundial. O tweet feito atacando e ofendendo os nordestinos, por um dos usuários, acabou virando TT mundial!

Moral da história: reputação das pessoas envolvidas abalada na rede mundial e processo encaminhado pela OAB. Mais sobre este caso pode ser lido no link que segue – http://t.co/QgprWRE.

Ouvi certa vez na pós-graduação que, no futuro, muitos dos jovens não terão empregos. Motivo: a exposição negativa que estes fizeram da própria imagem na Internet. Esta aí o lado sombrio para aqueles que não usam de forma tão adequada a Internet para se fazer comunicar.

O que está na  Internet fica para sempre na Internet(visto aquele vídeo divulgado de uma modelo no Youtube). Sendo assim, uma opinião ou um comentário incorreto pode significar a pessoa além de um processo, uma exposição negativa infinita de sua identidade.