Sigmund Freud e as mídias sociais

Caro leitor, você faz parte de alguma mídia social? Sim, óbvio….n..não… Não?! Facebook, Orkut, Twitter, Linkedin, nada?! Segundo dados de 2010, 945 milhões de pessoas estavam conectadas em algum tipo de rede social. Pesquisas também datadas de 2010 revelavam que existiam 1.8 bilhões de usuários com acesso a Internet. Ou seja, você leitor que ainda não faz parte de nenhuma rede social já pertence a minoria.  Ruim?! Depende do ponto de vista. O fato é que o uso de redes sociais cresce em um ritmo muito acelerado, como bem mostra o vídeo abaixo:

Porém nem tudo são “flores” nas mídias sociais. Algumas atitudes condenáveis e vergonhosas surgem invariavelmente. Como podemos explicar esse comportamento estranho de algumas pessoas nas mídias sociais???  Para isso, que tal uma ajudinha de Freud.

Em 1921, Freud publicou uma obra intitulada: Psicologia das massas e análise do eu. Nela Freud investiga a peculiaridade de um sujeito quando este faz parte de uma massa.

Ao ler essa obra, pude identificar pontos que remetem em alguns comportamentos encontrados nas mídias sociais que é,  nada mais do que, uma massa de pessoas interagindo por meio da internet.

Cita-se em sua obra:

(…) o indivíduo que faz parte de um grupo adquire, unicamente por considerações numéricas, um sentimento de poder invencível que lhe permite render-se a instintos que, estivesse ele sozinho, teria compulsoriamente mantido sob coerção.

Ainda sobre o comportamento de um indivíduo nessas circunstâncias é falado:

Além disso, pelo simples fato de fazer parte de um grupo organizado, um homem desce vários degraus na escada da civilização. Isolado, pode ser um indivíduo culto; numa multidão, é um bárbaro, ou seja, uma criatura que age pelo instinto. Possui a espontaneidade, a violência, a ferocidade e também o entusiasmo e o heroísmo dos seres primitivos.’ (Ibid., 36.) Le Bon demora-se então especialmente na redução da capacidade intelectual que um indivíduo experimenta quando se funde num grupo.

E mais ainda:

Acha-se inequivocamente em ação algo da natureza de uma compulsão a fazer o mesmo que os outros , a permanecer em harmonia com a maioria.

Talvez isto pode trazer alguma explicação científica para algumas das atitudes de alguns usuários nas mídias sociais. É frequente o surgimento de comunidades no Orkut que incentivam a violência e pessoas dentro dessas que fomentam a idéia, com justificativas e idéias absurdas.

No Twitter, já se tornaram famosos casos em que se mostram uma violência gratuita das pessoas. Um deles,  o ódio e ofensa entre pessoas do Brasil que pertenciam as diferentes regiões do país. Tudo começa sempre, nesses casos, com um comentário hostil sobre um determinado assunto. Daí, surgem uma ou outra pessoa que também compartilham o mesmo pensamento e fazem comentários com o mesmo grau de hostilidade, chegando-se na definição de um grupo ou massa de pessoas. Logo, se incluem rapidamente ao grupo mais e mais pessoas que fazem comentários no calor da emoção, sem medo das consequências e com uma violência e instituto bem primitivos, exemplificando assim o que Freud destacou muito tempo atrás em sua obra. Um bando de pessoas com uma capacidade intelectual reduzida temporariamente (ou não!).

Como resolver essas questões? Regras, punições, conscientização, normas de conduta? Sinceramente, não sei. Talvez, um processo de maturação das mídias sociais ao longo do tempo pode solucionar ouuuu, talvez mesmo só Freud!

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