inteligência artificial

Elementar, meu caro Watson

Dias atrás, estava lendo um artigo na Internet sobre um levantamento apresentado pelo site de notícias norte-americano NPR, baseado em uma pesquisa da Universidade de Oxford das profissões que não serão substituídas no futuro por um robô (a minha, analista de sistemas, é uma delas.Oba!). Ah…mas isso vai demorar…estou garantido até lá! (pode pensar o leitor que não está na lista das profissões insubstituíveis). Será mesmo, meu caro leitor?

Há alguns anos atrás foi publicado o artigo: “A extinção do clínico geral”  aqui no Brainstorm de TI que falava sobre um computador da IBM que recentemente havia derrotado humanos em um famoso jogo de perguntas e respostas e que, na época, estava sendo preparado para ajudar hospitais no diagnóstico médico.

Pois bem, desde lá Watson já foi usado como um advogado virtual,  chef, investigador policial e até já foi eleito como a personalidade do ano. Uau! Ainda assim muitas dessas aplicações eram para auxiliar a tomada de decisão por seres humanos. A revolução realmente vai começar quando Watson puder ser pensando como alternativa para substituir o trabalho humano ou mesmo de todo um departamento. E ela começou em 2014, quando a IBM disponibilizou o acesso da API do supercomputador aos desenvolvedores.

Recentemente o Banco Bradesco anunciou que utilizará Watson para interagir com os clientes a partir do Telebanco. A utilização de Watson, conforme publicação no site da Exame, não significará, no entanto, a demissão dos atendentes. Watson seria combinado com o ser humano para um atendimento mais rápido, massivo e de qualidade.

Porém, qual será no futuro o reflexo de Watson no mercado de trabalho? Ora, é elementar, meu caro Watson!

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Cinco tecnologias do Star Wars já existentes no mundo real

O último filme da trilogia estreou há mais de 30 anos atrás. Um marco para a história do cinema e que apresentaria várias tecnologias, até então, próprias da ficção científica. Vocês se lembram de algumas delas?

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Viagem pelo hiperespaço: a tecnologia do hiperpropulsor permitiu que a República e naves, como a Millennium Falcon, viajassem pelo hiperespaço alcançando velocidades sem limites, sendo muitas vezes utilizada como o último recurso para escapar do poderio da frota imperial. Pois bem, apesar de não existir ainda nenhuma nave deste tipo, já há um projeto da Nasa de um modelo de nave que se baseia no chamado motor de dobra espacial (propulsão de Alcubierre) que,  através da criação de uma bolha de dobra, comprimiria o espaço à frente e expandiria o espaço atrás da nave empurrando-a para frente em uma velocidade superior ao da luz.

Hologramas: quem não se lembra da cena clássica em que Obi-Wan Kenobi recebe uma mensagem de Léia por meio de um holograma criado por R2-D2? Os princípios da holografia foram descobertos pelo físico Dennis Gabor algumas décadas antes do filme e a partir dela surgiram diversas aplicações como as já utilizadas na indústria cinematográfica, em exposições em galerias de arte, como formas de propaganda e até em hospitais. Sim, ainda não surgiu a tecnologia para quem espera se comunicar como no filme e isso é frustrante, mas a nova criação da Microsoft: HoloLens ainda alimenta a esperança e nossa imaginação.

Robôs em atividades cotidianas: quem nunca sonhou em ter um C3PO ou um R2D2 em casa? Apesar de relatos históricos da idealização dos conceitos da robótica de 2.000 anos atrás, os primeiros robôs surgiram mesmo no início do século 20 e em meados dele um artigo publicado pelo grande Alan Turing permitiu a abertura de outras possibilidades pela chamada inteligência artificial. Apesar de ainda não fazerem parte do cotidiano de muitos e ainda não serem tão legais ou úteis como os robôs de Star Wars, alguns deles já são capazes de realizar importantes tarefas domésticas como: realizar a faxina, aparar a grama, cuidar do bebê e zelar pela segurança do ambiente.

Implantes Biônicos: no final do filme Império Contra-ataca vemos Luke recebendo, como seu pai, um implante biônico para a sua mão. Os implantes biônicos não eram novidade na época dos filmes, em 1958 tivemos o primeiro implante biônico da história: um marca-passo. Um braço biônico, por sua vez, surgiu anos depois do filme. Apenas em 2011 foi apresentado por um grupo de cientistas um braço biônico capaz de ser controlado por impulsos cerebrais, tecnologia que ainda precisa ser evoluída mais que abriu novas perspectivas para aos pacientes.

Drones: a batalha de Hoth ocorreu devido à descoberta da base rebelde por um Drone espião. A ideia do primeiro drone surgiu décadas antes do filme, também para fim bélico.  Charles Kettering projetou uma bomba voadora não tripulada que poderia atingir um alvo a 65 quilômetros. Projetou mais não funcionou. A primeira utilização do EUA também foi também para fim militar, em 1959 drones foram utilizados para espionagem. Desde então, sua utilização está sendo diversificada, sendo utilizada também como meio de entrega de encomendas, até para presídios!

Quais serão as novas tecnologias que serão apresentadas nessa nova trilogia? Quantos anos até elas serem reais? Começaremos a descobrir em 17 de dezembro de 2015.

Crédito das imagens:
http://www.complex.com/pop-culture/2014/05/r2-d2-c-3po-actors
http://boingboing.net/2014/11/13/watch-darth-vader-quotes-the.html
http://vintage69.blogspot.com.br/2013/01/salto-para-hiperespaco-nao-seria-como.html?m=1
http://es.starwars.wikia.com/wiki/Holograma
http://endeavors.unc.edu/the_force_is_strong_with_this_one

A extinção do clínico geral

Segundo a Wikipédia (2010) o  termo clínico geral é popularmente utilizado para designar o médico sem especialização. Todos já devem ter passado pela menos uma vez na vida com este tipo de médico.  Basicamente, é aquele médico que faz uma primeira avaliação sobre o paciente  de forma a obter um primeiro diagnóstico e, caso necessário, encaminhar o paciente aos médicos especialistas.

Pois bem, há um tempo atrás estava eu pensando em um tema legal para um futuro mestrado, algo que envolvesse a computação em prática trazendo benefícios direto as pessoas. Pensei, pensei e tive uma ideia inicial:

Hoje muita das pesquisas que eu faço, não uso mais livros ou biblioteca, e sim a Internet. A Internet acabou-se tornando a maior biblioteca de conhecimento do mundo. Sim, há muito conhecimento errado e inútil, há clara necessidade de separar o “joio do trigo”. Mas isso me fez pensar: “hum…. podemos utilizar esta grande base de conhecimento e a rapidez das ferramentas de busca, encontradas na Internet, para algo bastante útil. Porque não  utiliza-la como uma ferramenta de diagnósticos médicos!

Ok, legal! Tive esta ideia há algum tempo atrás e, pesquisando, não tinha encontrado nenhuma ideia similar até o dia que encontrei essa reportagem:  http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/supercomputador-que-derrotou-humanos-vai-ajudar-hospitais-20110221.html

Nesta reportagem fala-se do supercomputador Watson, da IBM, que havia derrotado em um programa de perguntas e respostas dos Estados Unidos dois homens, considerados até então como os melhores daquele país neste tipo de jogo. Até então, algo inédito.

Pois bem, agora os pesquisadores querem utiliza-lo justamente para que eu estava falando:  testar o uso de Watson em dois hospitais para que sejam testadas na prática as suas capacidades de responder com precisão questões que podem ajudar a um diagnóstico inicial. Tudo isso, devido a grande capacidade de Watson de pesquisar de forma ultra-rápida em uma base enorme de dados e conhecimento.

É claro que um médico não usa só o conhecimento para dar o diagnóstico. Usa o conhecimento aliado com sua experiência e lógica para então chegar a um diagnóstico.  A capacidade de aprender, e correlacionar os dados é justamente o que os cientistas buscam com a inteligência artificial.

Sendo assim, será que não podemos pensar na substituição, no futuro, do médico clínico geral por um supercomputador?

Um supercomputador pesquisando em uma vasta base de dados ( formada por bases oficiais de conhecimento de todo o mundo interligadas pela grande rede mundial) e, a partir de dados como:  sintomas obtidos pela entrevista com o paciente, diagnósticos anteriores já dados para sintomas similares a estes e a capacidade de correlacionar os sintomas com os dados e o conhecimento da base de dados, poderá obter o diagnóstico do paciente invés de uma pessoa?

E o que vocês acham? Sonho, loucura, ou futuro???

Fonte imagem: http://olharbeheca.blogspot.com/2010/06/ia.html