A extinção do clínico geral

Segundo a Wikipédia (2010) o  termo clínico geral é popularmente utilizado para designar o médico sem especialização. Todos já devem ter passado pela menos uma vez na vida com este tipo de médico.  Basicamente, é aquele médico que faz uma primeira avaliação sobre o paciente  de forma a obter um primeiro diagnóstico e, caso necessário, encaminhar o paciente aos médicos especialistas.

Pois bem, há um tempo atrás estava eu pensando em um tema legal para um futuro mestrado, algo que envolvesse a computação em prática trazendo benefícios direto as pessoas. Pensei, pensei e tive uma ideia inicial:

Hoje muita das pesquisas que eu faço, não uso mais livros ou biblioteca, e sim a Internet. A Internet acabou-se tornando a maior biblioteca de conhecimento do mundo. Sim, há muito conhecimento errado e inútil, há clara necessidade de separar o “joio do trigo”. Mas isso me fez pensar: “hum…. podemos utilizar esta grande base de conhecimento e a rapidez das ferramentas de busca, encontradas na Internet, para algo bastante útil. Porque não  utiliza-la como uma ferramenta de diagnósticos médicos!

Ok, legal! Tive esta ideia há algum tempo atrás e, pesquisando, não tinha encontrado nenhuma ideia similar até o dia que encontrei essa reportagem:  http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/supercomputador-que-derrotou-humanos-vai-ajudar-hospitais-20110221.html

Nesta reportagem fala-se do supercomputador Watson, da IBM, que havia derrotado em um programa de perguntas e respostas dos Estados Unidos dois homens, considerados até então como os melhores daquele país neste tipo de jogo. Até então, algo inédito.

Pois bem, agora os pesquisadores querem utiliza-lo justamente para que eu estava falando:  testar o uso de Watson em dois hospitais para que sejam testadas na prática as suas capacidades de responder com precisão questões que podem ajudar a um diagnóstico inicial. Tudo isso, devido a grande capacidade de Watson de pesquisar de forma ultra-rápida em uma base enorme de dados e conhecimento.

É claro que um médico não usa só o conhecimento para dar o diagnóstico. Usa o conhecimento aliado com sua experiência e lógica para então chegar a um diagnóstico.  A capacidade de aprender, e correlacionar os dados é justamente o que os cientistas buscam com a inteligência artificial.

Sendo assim, será que não podemos pensar na substituição, no futuro, do médico clínico geral por um supercomputador?

Um supercomputador pesquisando em uma vasta base de dados ( formada por bases oficiais de conhecimento de todo o mundo interligadas pela grande rede mundial) e, a partir de dados como:  sintomas obtidos pela entrevista com o paciente, diagnósticos anteriores já dados para sintomas similares a estes e a capacidade de correlacionar os sintomas com os dados e o conhecimento da base de dados, poderá obter o diagnóstico do paciente invés de uma pessoa?

E o que vocês acham? Sonho, loucura, ou futuro???

Fonte imagem: http://olharbeheca.blogspot.com/2010/06/ia.html

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