Proposta

Um dia feito de vidro

Se existe algo de bom nos vídeos conceituais é o fato de que eles sempre me deixam com duas sensações:

  1. “Eu quero isso e eu quero agora!” e;
  2. “Por que ninguém nunca pensou nisso antes?”

O vídeo a seguir é um desses exemplos. Ele fala de um futuro (talvez) não muito distante no qual nós iremos interagir todos os dias com diversos tipos e tamanhos de displays de informação feitos de vidro.

Acompanhando um dia inteiro na vida de uma familia podemos ver diversas coisas legais e que estão se tornando padrão:

  • As informações agrupadas de forma centralizada (cloud computing?), exibidas de forma transparente aos usuários, não importa aonde eles estejam;
  • Um alto grau de personalização para os usuários (alguém ai identificou a “Cauda Longa“?);
  • O (já não tão novidade assim) conceito de multi touch elevado à enésima potência;
Claro que o vídeo desperta algumas perguntas:
  • Nos realmente desejamos receber mensagens ininterruptamente, não importa aonde estejamos? (eu não me importo, sério!);
  • A consolidação da computação na nuvem e a digitalização de tudo gera algum risco para nossa segurança? (sim, mas acho que os benefícios superam os malefícios);
De qualquer forma, apreciem o vídeo abaixo que, na data da publicação deste artigo, já conta com mais de 13 milhões de exibições no YouTube.
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A Cauda Longa para as Instituições Bancárias

Nota do autor:

Recentemente (para ser mais preciso, hoje) publiquei o artigo inaugural na minha nova coluna sobre usabilidade no Dicas-L. O artigo se chama “A Cauda Longa para a Usabilidade”.

Apesar do tema ter sido usado lá primeiro a verdade é que este artigo (a Cauda Longa para as Instituições Bancárias) foi escrito antes, com alguns dias de antecedência. Ele surgiu quando, em uma conversa sobre a inteligência competitiva das organizações surgiu a pergunta: “como os bancos poderiam se adequar melhor aos clientes do futuro?”.

Na mesma hora o texto abaixo surgiu em minha cabeça, pronto e acabado. Reproduzo-o aqui pois considerei ser uma visão interessante sobre como os bancos farão negócio no futuro.

Também usei a Cauda Longa como tema no Dicas-L pois considero o assunto  interessantíssimo, de extrema relevância na sociedade atual e por acreditar que ainda falta muito a ser explorado sobre isso.

Agora o artigo de verdade:

Basicamente, o resultado da Cauda Longa é a máxima personalização dos produtos e serviços, levando a uma adequação perfeita das necessidades dos usuários. Em ultima instância, seria como voltar a fabricar tudo sob medida para os consumidores (atendendo os desejos destes) mas com grande vantagem econômica para os produtores (maximização do lucro, economia com estoque e sobras de produção).

Hoje os bancos continuam calculando riscos e oferecendo serviços baseados em grandes grupos de consumidores: classes A, B, C, D e E, por exemplo. Entretanto, os clientes obteriam muito mais vantagens se fossem separados em nichos mais específicos levando em consideração mais variáveis, como histórico de compras, local de residência, etc. E, com clientes obtendo mais vantagens e consumindo mais serviços bancários, os Bancos também lucrariam mais.

Uma indústria que já se beneficia desta segmentação é a de seguros automotivos. O seguro é fortemente baseado em nichos bastante específicos (embora ainda possa melhorar muito) e utiliza centenas de variáveis para calcular o preço de uma apólice (distância percorrida diariamente, local de residência, local de trabalho, tipo de alarme, faixa etária, modelo do veículo, cor, etc, etc).

O seguro conseguiu atingir este alto grau de personalização pois utiliza vários processos automatizados para calcular os preços, utilizando inclusive técnicas estatísticas, de calculo diferencial e integral, álgebra, etc.

Os bancos, por outro lado, ainda continuam calculando taxas de juros para empréstimo e de risco levando em conta grandes tendências e grupos com milhões de pessoas e fazendo análises de risco manualmente.

Por que a taxa de um empréstimo para uma mulher de 25 anos que mora no Distrito federal e quer comprar uma TV tem que ser a mesma de um homem de 30 anos que mora em Santa Catarina e quer comprar um iPad para trabalhar? A renda dos dois é a mesma, o valor do empréstimo é o mesmo, mas os perfis são outros, históricos de compra diferentes e o objetivo final do empréstimo também.

Com a cauda longa seria possível criar taxas diferenciadas para atrair perfis diferentes de clientes com um preço quase zero, pois a segmentação seria feita a partir de um questionário e as variáveis analisadas e calculada pelo computador, diminuindo em muito o trabalho braçal da análise de riscos, por exemplo.

Seabird: O Celular Conceito da Fundação Mozilla

A Fundação Mozillatem um projeto interessantíssimo chamado Concept Series: Um fórum aberto para troca de idéias e visões para o futuro da Web e do Firefox. O objetivo é utilizar conceitos de colaboração online para desenvolver idéias que possam ser transformadas em realidade.

A idéia que mais chamou minha atenção até agora, no nível “Se eu não tiver um desses logo eu vou MORRER!” foi o Seabird: um protótipo desenvolvido pelo designer Billy May utilizando a opinião da comunidade Mozilla sobre quais funcionalidades o celular do futuro deveria apresentar.

 

Seabird

Blueprint do Seabird

 

A grande inovação do telefone seria a dupla de “pico projetores” (nome dado a projetores presentes em portáteis) laterais presentes no aparelho, com diferentes funções dependendo da posição que o celular estivesse. Deitado rente a uma mesa, por exemplo, mostraria duas metades de teclado QWERTY, que funcionaria por meio de sensores de infravermelho.

Já quanto estivesse em cima de uma plataforma, teria a funcionalidade dupla de projetar uma exibição aumentada daquilo presente na tela do aparelho, assim como um teclado sem emendas no lado oposto. Em ambos os casos estaria presente um touchpad, para controlar o mouse do sistema operacional do aparelho. Não que ele seja sempre nescessário, visto as outras funcionalidades do brinquedo: uma parte dele seria removível e serviria como microfone com fone de ouvido via Bluetooth, ou também como um controle por gestos wireless para interação com a tela.

 

Interação com o Seabird

 

 

O design levou o desenvolvimento a adotar curvas de várias formas aerodinâmicas, como de aviões e formas femininas. A curvatura da parte traseira serve um papel funcional ao elevar as lentes do projetor quanto o celular está disposto paralelamente à mesa. As curvaturas laterais decididamente exercem um importante papel para acomodar melhor a mão dos usuários para manusear a interface touch ou para tornar mais confortável segurar o aparelho durante uma ligação telefônica.

 

Design do Seabird

 

O autor do projeto, Billy May, desenvolveu uma demonstração do celular e suas diversas funcionalidades em vídeo:

O vídeo também está disponível em 3D no YouTube (cross-eyed/red-cyan/etc):