Games eletrônicos no mundo real: uma experiência no Escape60

Parte do sucesso alcançado pela indústria dos games se explica pela experiência proporcionada ao jogador na simulação de sensações do mundo real em um mundo virtual no conforto de seu lar ou mesmo em qualquer lugar com os videogames portáteis e mais recentemente pelo smartphones. Ainda não tão popular, há também o exemplo do inverso: quando o mundo dos games invadem o real.

Para falar sobre isso vou compartilhar com vocês um pouco da minha experiência ao participar do Escape60. Para quem ainda não conhece, o Escape60 é um jogo em equipe onde os participantes são trancados em uma sala (são várias salas com diferentes temas) com desafio de sair em até uma hora. Para atingir esse objetivo, é necessário resolver vários enigmas e desafios. Tentando não revelar nenhum spoiler (rs) compartilho com vocês o que mais agradou ao ir (e vencer) no Escape 60:

1) Clima de mistério e desafio

Gamers mais antigos irão se lembrar de vários jogos em que não tinham a mínima ideia do que fazer, como fazer e porque fazer.  Os jogos atuais, exceção para poucos exemplos, quase que apertam o botão para você e, com isso, a experiência é reduzida.  No Escape60 o que você tem no início é o próprio objetivo: sair da sala.  E só isso. São vários elementos apresentados de uma vez ao entrar na sala o que leva uns participantes ao passarem alguns minutos tentando avaliar o que está acontecendo e outros a saírem “apertando todos os botões possíveis” ou seja, tentarem de tudo dentro da sala.

2) Interação entre a equipe

O que “dá mais replay” nos jogos atuais é o jogo online. Jogar com outras pessoas ao redor do mundo, principalmente com seus amigos, e juntar as habilidades e características de cada um deixam o jogo mais agradável e com chance maior de sucesso.  Vivenciamos isso também no Escape60. Cada um com suas habilidades, ora mais matemática, ora mais prática, ora mais intuitiva, todas fundamentais e que juntas foram a razão para concluirmos o desafio.

3) O tempo

Presente em vários jogos, o tempo é ao mesmo algo que permite ao jogador ajustar o seu ritmo como também se torna um adversário psicológico poderoso a medida que se aproxima do final. O contador regressivo parecia se tornar cada vez maior conforme o tempo passava e ainda estávamos nos primeiros enigmas.

4) Objetivos intermediários

Como explicado no próprio site do Escape60, para sair da sala é necessário:

decifrar códigos, achar itens escondidos, resolver enigmas

São vários objetivos intermediários que conforme são completados, dão a sensação de evolução dentro do jogo, como se uma fase fosse concluída rumo ao desafio final.

5) O “chefe” final

O chefão acaba sendo o objetivo do Escape60: escapar da sala. Tudo o que foi conquistado até então como os enigmas decifrados, os itens achados, nada importava se a equipe não conseguisse resolver o desafio final para sair da sala. Conseguimos nos minutos finais o que proporcionou mais emoção e uma comemoração ainda maior.

Minha opinião? Vale muito a pena! E que tenhamos novos games eletrônicos em nosso mundo real para uma experiência mais humana, bem como mais divertida.

Abraços e até o próximo post.

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