Big Data em hospitais: uma questão de ordem pública

Crédito da imagem: http://goo.gl/uLnzdb

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O termo Big Data aparece em várias listas como uma das principais buzzwords do ano de 2014. Seu princípio baseia-se, principalmente, na análise de um grande volume de dados com o objetivo de identificar a correlação entre duas variáveis que, aparentemente, não possuem relação. Um exemplo prático e real (?) disso bastante divulgado na internet foi a descoberta de uma grande rede varejista do aumento, nos dias de futebol americano, das vendas de cerveja e de fraldas (!) de forma proporcional. Entre outras aplicações, o setor hospitalar se apresenta como um a ser explorado trazendo benefícios não apenas aos seus gestores, mas também aos pacientes, ou seja, sua utilização apresenta-se como uma questão de ordem pública.

De que forma o Big Data pode ser aplicado nos hospitais? De inúmeras maneiras! Como: na análise das taxas de regressão, análise preditiva do paciente, compatibilidade para transporte de órgãos, recomendação dos medicamentos mais apropriados e na cadeia de suprimentos.

Análise das taxas de regressão

No EUA há uma determinação que obriga aos hospitais a arcarem com o custo de pacientes que retornam em até 30 dias depois de serem liberados para continuar o tratamento que ainda não foi efetivo. No Brasil, conselhos de medicina orientam aos médicos para também não efetuarem a cobrança. Percebem o risco financeiro envolvido aqui? O Big Data pode ajudar. Informações que relacionam doenças com as taxas de retorno possibilitam que hospitais não liberem os seus pacientes do tratamento de forma prematura.

Análise preditiva do paciente

Hospitais grandes podem ter um volume imenso de dados com o histórico dos pacientes associado as suas características como, por exemplo, idade, peso, hábitos alimentares, hábitos sociais, uso de drogas e onde moram. A análise cruzada dos dados de um novo paciente com dados desse histórico pode fornecer informações como tendência de doenças bem como atitudes proativas que o paciente deve adotar para minimizar a probabilidade encontrada.

Compatibilidade para transplante de órgãos

Apenas quem possui pessoas próximas ou quem viveu essa situação sabe do drama da lista de espera para transplante de órgãos. Mas a lista é apenas parte do drama, outra parte são os testes para compatibilidade do órgão a ser recebido, mesmo com os testes, a rejeição ainda continua a ser um risco. Como esse cenário pode ser diferente? A resposta pode ser novamente o Big Data. Uma grande base compartilhada com dados das pessoas da fila de espera, doadores e histórico de transplantes com sucesso e rejeição pode fornecer informações mais precisas de compatibilidade entre os doadores e as pessoas da fila de espera.

Recomendação dos medicamentos mais apropriados

Alguém aqui lê a bula do remédio? A quantidade de contraindicações é, quase sempre, imensa. Um mesmo remédio pode provocar sintomas de contraindicação em um paciente e no outro não. O mesmo se percebe também em relação a sua efetividade. E se o médico tivesse uma ferramenta de apoio para decidir qual o remédio deveria receitar, seria ótimo, não?

Cadeia de suprimentos

A cadeia de suprimentos em um hospital é bastante crítico. Como prever o uso de remédios, soros, aparelhos cirúrgicos e mesmo da anestesia ao longo do tempo? Estocar não é a melhor solução, visto o custo associado. Big data já começa a ser também utilizado nesse sentido ao analisar dados brutos buscando a correlação entre eles como: condições climáticas, sazonalidade de vírus e bactérias, número de acidentes em feriados e férias escolares fornecendo informações mais fidedignas que possibilitam a decisão do que deve haver no estoque em um determinado período do tempo.

Eis algumas formas de aplicação. Analisando elas percebemos que, certamente, a implementação permitiria uma melhora significativa na gestão de um hospital e também, antes de tudo, seria um passo importante para solucionar uma questão sempre tema das eleições: a melhora da saúde pública.

Fontes:
http://www.healthcareglobal.com/hospitals/1634/4-Ways-Big-Data-Can-Improve-Your-Hospital-Operations
http://www.hospitalimpact.org/index.php/2014/08/07/big_data_the_godzilla_of_healthcare
http://www.fastcoexist.com/3022050/futurist-forum/in-the-hospital-of-the-future-big-data-is-one-of-your-doctors
http://www.proconjatai.go.gov.br/noticias/noticia.php?id_noticia=226

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