SNAP: a métrica dos aspectos técnicos e qualitativos do seu software

Crédito da imagem:  http://goo.gl/Ko5zx6

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Os requisitos elicitados para construção de um software se dividem em dois: os requisitos funcionais e os requisitos não funcionais. Os requisitos funcionais descrevem o que o software deve fazer e os requisitos não funcionais descrevem o como o software irá fazer [ISO/IEC 24765, Systems and Software Engineering Vocabulary]. Para levantamento do esforço funcional temos atualmente a técnica APF como a mais utilizada mundialmente e padronizada sob a norma ISO. Mas faltava algo que permitisse o levantamento do impacto pelos fatores não funcionais da solução, cujo desprezo pode significar problemas significativos em um projeto. Para isso foi elaborada a técnica SNAP.

A técnica SNAP possui um método padronizado para levantamento do esforço não funcional. Bem similar ao método da APF (o responsável pela criação é o mesmo instituto – IFPUG) seu modelo é construído  sob a ótica de três aspectos: funcionais, técnicos e de qualidade.  Para o aspecto funcional, conforme já dito, a técnica APF já é utilizada. Para os outros dois aspectos o SNAP se propõe como solução. Mas o que são os aspectos técnicos e de qualidade? ISO/IEEE definem os aspectos qualitativos de um software como as seguintes características: confiabilidade, usabilidade, desempenho, portabilidade e manutenabilidade. Já os aspectos técnicos são a combinação de elementos como os de implementação, interface, suporte e físico. Uma divisão desse tipo também é utilizada pela técnica para determinar a complexidade e tamanho de cada SCU (processo elementar) identificado: as categorias e subcategorias do SNAP.

O SNAP está atualmente na versão 2.2. Como a APF, ela irá naturalmente evoluir conforme aumente sua utilização. A importância de um método padronizado como esse é a criação da possibilidade em que empresas e profissionais possam  “falar na mesma língua” permitindo uma comparação entre os resultados, troca de feedback, realização de ajustes e ganho na maturidade. Por muitas vezes esquecidos, os requisitos não funcionais ganham uma técnica para sua medição, técnica essa que reforça cada vez mais a necessidade de um levantamento detalhado dos requisitos para uma condução plena do projeto.

Fontes:
http://www.portaisgoverno.pe.gov.br/web/metricas-de-software/geral
http://www.devmedia.com.br/ifpug-snap-medindo-requisitos-nao-funcionais/30204
http://www.ifpug.org/

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