Facebook: É melhor você não ficar de fora.

Os números são impressionantes. Até você acabar de ler este artigo, 400 milhões de pessoas terão compartilhado mais de 90 milhões de informações. Neste curto período de tempo, elas irão fazer novas amizades, rever amigos de infância, compartilharão links interessantes de notícias, fotos da formatura do último final de semana, vídeos engraçados, músicas, desejos de feliz aniversário, comemorarão nascimentos, casamentos e festas. E talvez você faça parte desses pequenos momentos.

Cada vez mais a vida das pessoas passa pela internet. E cada vez mais a internet inteira passa por uma poderosíssima rede de relacionamentos chamada Facebook.

Alguns meses atrás o Facebook consegui uma façanha difícil de acreditar, superou o Google em audiência, e se tornou uma das empresas de tecnologia mais admiradas (e mais temidas também) do Vale do Silício. E isso é só o começo!

O que torna o Facebook diferente é a engrenagem que o faz funcionar. É o que os acadêmicos chamam de “grafo social”. O princípio é o seguinte: nós sabemos quem são os nossos amigos, do que eles gostam e o grau de confiança que temos com cada um. O Facebook consegue, como nenhum outro, capturar e mapear essas conexões e tendências. É um gigantesco repositório de preferências e paixões de quase 600 milhões de usuários espalhados por todo o mundo. É quase um monopólio do mapa de ligações entre as pessoas.

O maior desafio do Facebook consistirá em descobrir tendências e padrões de comportamento nesse mar de informações. E nessa exploração, entender esses dados e como eles podem ser usados da forma mais eficiente possível. Esse conjunto de informações é um ativo cujo valor de mercado só está começando a ser entendido. Elas têm o potencial de transformar todo e qualquer tipo de negócio em um empreendimento bilionário.

O site do Facebook é apenas uma parte da estratégia de captura dessas informações. Ele ainda é importante, mas está se desmaterializando. A ideia é criar ramificações dele por toda a internet. E isso já está acontecendo. Os principais sites do mundo já usam uma tecnologia chamada Facebook Connect, que permite o acesso a esse mapa social do Facebook.

Quando você lê uma reportagem no site da Globo, por exemplo, e clica no botão “curtir”, é enviada uma recomendação para todos os seus amigos que fazem parte da sua rede. Seus amigos, então, passam a ter acesso ao texto que você leu. Isso realimenta o fluxo e gera uma estatística e uma audiência de rede notável, servindo de base para as próximas avaliações.

Assim, os editores da Globo passam a ter informações sobre as preferências daquele assunto. Com essas informações em mãos, os próximos artigos poderão ter um direcionamento mais assertivo do seu público-alvo e ser capaz de fomentar campanhas de publicidade on demand.

Tudo que você faz na internet, você deixa rastros. O conhecimento adquirido nos estudos dessas informações está mudando a nossa compreensão do comportamento humano. Essas informações podem ser úteis para desmitificar o mundo social. Ao concentrar diversas atividades em um único lugar, o Facebook iniciou o próximo passo de uma revolução silenciosa, que não tem volta, a de fazer do mundo um lugar menor, mais aberto e mais conectado.

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