O que podemos aprender com Dana Scully e Fox Mulder?

Arquivo X (ou X-Files, nos Estados Unidos) foi uma das mais premiadas séries de ficção científica da televisão. Criada por Chris Carter, ganhou incrível popularidade e tornou-se um marco da cultura pop na década de 90, influenciando e atraindo a atenção de milhões de espectadores curiosos no mundo todo.

Particularmente, confesso que só comprei minha primeira televisão colorida e adquiri uma assinatura de TV digital por causa dessa série. Apesar de ter a disposição mais de 120 opções de canais, por quase dois anos, minha TV só era ligada em um deles, no mesmo horário e somente em um dia da semana – quarta-feira às 21h00. Assim como muitos da minha geração, tornei-me um X-Files maníaco.

Mas não é sobre a série que gostaria de falar neste artigo.

Meticulosamente criados por Chris Carter, os personagens da trama – os agentes do FBI: Dana Scully (Gillian Anderson) e Fox Mulder (David Duchovny) – possuem alguns padrões de conduta profissional e comportamental que podem servir de exemplos para todos nós. Dentre eles gostaria de citar: 

1.  Foco nos resultados

Apesar da grande complexidade de situações as quais os personagens eram submetidos, eles jamais perdiam o foco nos resultados que almejavam. Manter o foco no resultado estabelece o argumento de um modo objetivo e estimula você a agir sempre numa mesma direção. Quanto mais concentrado no resultado você estiver, mais sentirá encorajado a atingir seu objetivo de maneira rápida e eficiente. 

2.  Reputação construída pela ação

Dana Scully e Fox Mulder construíram uma imagem sólida de inteligência e confiança (até mesmo para os telespectadores do mundo real) pelas ações de seus atos. Não importando em que situação se encontravam, o exemplo era dado, não apenas pelas palavras, mas pelas ações baseadas em princípios pessoais e profissionais em que acreditavam e em padrões éticos definidos pela corporação em que trabalhavam. Lembre-se: construir uma reputação leva décadas, mas para destruí-la, bastam alguns segundos. 

3.  Crença nos seus princípios

Constantemente ridicularizados pelo tipo de trabalho que faziam – e que, dentre outras coisas incluía investigação de atividades paranormais e casos extraterrestres –, Dana e Mulder nunca descartavam nada sem ter todas as evidências concretas para uma explicação dos fatos. Nenhum caso era menosprezado por mais absurdo que parecesse. Isso estimulava a visão dos fatos por perspectivas inteiramente novas, permitindo juntar mais provas e evidências do que a maioria dos outros agentes. 

4.  Networking especializado

Apesar da alta graduação e do extenso conhecimento geral dos dois agentes, Fox e Dana possuíam uma rede de amigos com especializações nos mais diversos campos do conhecimento. Isso fazia com que a informação fosse obtida com maior rapidez e precisão. Saiba montar sua rede de relacionamento com os mais diversos tipos de conhecimentos e especialidades. Descubra quem sabe e o quê. É importante ter fontes de informação dentro e fora da empresa. 

5.  Respeito às hierarquias

Dana e Fox reconheciam a importância dos seus chefes e superiores para o apoio que necessitavam em certas situações. Em cima desses relacionamentos, eles conseguiam construir seu círculo de informações e acessos. Não importa o que você pense sobre o seu chefe, aja sempre com respeito, afinal, o trabalho dele é justamente gerenciar você. 

6.  Saber em quem confiar

Ao longo da série, começamos a perceber que nem todos da equipe eram de confiança. Muitos tentavam confundir ou sabotar as investigações que estavam sendo conduzidas por nossos heróis. Incrivelmente, ao longo dos episódios, eles desenvolveram critérios que podiam ser utilizados para delimitar a confiabilidade que uma determinada pessoa tinha, não importando o seu cargo ou nível hierárquico. Observe sempre as pessoas a sua volta, o tempo determinará quais são de confiança ou não. Se você não conseguir diferenciar aqueles em que pode confiar, poderá ter grandes problemas.

Das lições acima podemos citar mais uma: é possível aprender de diversas maneiras, até mesmo com filmes de ficção científica. Os ensinamentos estão em todos os lugares, temos apenas que ter olhos para percebê-los e interpretá-los, sem restrições e sem preconceitos.

Até a próxima…


Ubuntu – Primeiras Impressões

Todos sabem que um bom nerd deve usar Linux em casa.

Não apenas usar, mas usar, defender o movimento, a ideologia e ainda falar mal dos bastardos capitalistas  que vendem suas soluções a preços exorbitantes.

Bom, a primeira confissão que eu tenho a fazer é a seguinte: Para mim essas competições xiitas sobre qual tecnologia é superior não passam de fanatismo semi religioso e, como qualquer fanatismo, extremamente prejudicial.

Todos nós sabemos que não existe nada perfeito, muito menos em tecnologia. Na vida real, cada caso é um caso e o profissional de informática deve saber qual tecnologia é a mais adequada para suprir a necessidade em questão: deve conhecer de tudo um pouco e decidir onde usar o que.

E é ai que entra a minha segunda confissão do dia: nunca havia usado Linux na minha vida. (Ok, já havia sim, durante a graduação, mas foi meramente como aluno desesperado pra não repetir em Sistemas Operacionais).

Por que? Simplesmente por que o Linux nunca havia chamado a minha atenção. Pra mim era só um sistema bugado feito por desocupados e defendido por pessoas bugadas e desocupadas. (Desculpem a sinceridade pessoal ^_^ ).

Por outro lado, falando tecnicamente, o Linux é um sistema baseado em Unix, extremamente estável e confiável, além de ser seguro e leve. Os iniciados na religião secreta Linuxista sempre me falavam dos milagres da ressucitação de máquinas velhas operados pelo Linux itself.

E foi este detalhe que me chamou a atenção, pois tenho uma máquina baseada em um Pentium 4 que vem sofrendo de falência múltipla nos órgãos: às vezes o som funciona, às vezes não. O computador super-aquece do nada e congela sem razão aparente, que nem algumas mulheres. Você liga e ele pode obedecer ou não. Isso só pra citar alguns exemplos.

Aparentemente o hardware está desgastado (ninguem mandou eu deixar o brinquedo ligado 24×7 processando, renderizando e baixando conteúdo pirata material educativo. Depois de rodar Windows XP, Vista, 7, Vista de novo e agora XP percebi que a máquina não consegue mais ficar estável. Foi ai que decidi dar uma chance à vida ao linux.

O maior problema do Linux sempre foi a compatibilidade, na verdade. Apesar dos papas no assunto garantirem que existe suporte a quase tudo no Linux (e o que não existe é culpa dos capitalistas malditos que só amam o dinheiro e não tem namoradas), eu ainda tinha meus receios.

Então, para não correr riscos, criei uma nova unidade de 10Gb para brincar com a opção de Dual Boot (ou seja, poder usar a máquina com Windows ou Linux).

Criei a unidade através do próprio gerenciador de disco do Windows e baixei o Ubuntu 10.04 – Lucid Lynx através de um Torrent obtido na página oficial brasileira. [sou super fã de Torrent, o protocolo, a tecnologia e tudo mais. Nota mental: preciso fazer um post sobre isso].

Comecei a instalação à partir do Windows e quando me dei conta ela já havia terminado, bem mais rapidamente que a do prórpio Windows Vista.

Criei a conta de administrador no sistema e uma conta de usuário (sempre faço isto por razões de segurança). E o sistema já estava pronto para uso.

A primeira impressão foi muito boa: A suite de programas default é bastante completa, incluindo o OppenOffice, substituto do Microfsoft Office, GIMP, concorrente livre do Linux, um cliente Torrent, FireFox para navegação na Internet , reprodutores de musica e vídeos e muitos outros programas. A verdade é que, para as tarefas do dia-a-dia ainda não senti falta do que tenho no Windows, exeto por um programa de edição HTML que gosto muito.

Isso não quer dizer que não tive problemas: Como usuário entusiástico de vários monitores, estou tendo problemas para configurar o Ubuntu para trabalhar com dois monitores de LCD pela interface gráfica. Já achei soluções que envolvem longas listas de comandos e alterações de arquivos de configuração, mas ainda não textei (simplesmente por preguiça).

Mesmo assim, aspectos positivos se destacam e diferenciam em relação ao Windows, como o simples, mas muito bom, controle de volume pelo teclado: no Linux aparece uma barra mostrando a alteração do volume, coisa que não existe falta no Windows e que agora me faz muita falta.

Mas, como usuário avançado de coisas nerds, o Linux não está se mostrando um grande desafio. Minha dúvida era: como as pessoas leigas irão se comportar com o Ubuntu?

O primeiro desafio foi vencido pela minha namorada (há, sim, represento os 0,01% da população nerd com namorada!): ela estava aqui em casa e queria acessar o e-mail. Não tive dúvidas, liguei o PC com Ubuntu e falei pra ela testar o Linux.

Ela usou o e-mail, entrou no comunicador instantâneo (MSN) e quando eu perguntei pra ela como foi ouvi como resposta “não vi diferença nenhuma”. Ponto para o Ubuntu.

O segundo desafio foi vencido por uma prima de 14 anos: Ligou o PC no Ubuntu, entrou na Internet, acessou o MSN, editou algumas fotos no GIMP (que achou mais fácil que o Photoshop), transferiu algumas musicas pro iPod e pro celular e desligou sem nem perceber a diferença. Alias, percebeu: “Gostei desse tema novo do Windows, todo marrom. Bem legal.” E ai morreu o papo. (e eu concordo: os temas em tons de marrom do Ubunto são lindíssimos).

No mais, o que dizer? O som do PC, junto com o resto do hardware tem se mostrado bastante estável. A máquina está ligada já a 5 horas, estou escrevendo o artigo pelo Linux no PC antigo e não tive problemas ainda. Mais um ponto para o Ubuntu.

Só tenho meus parabéns a dar e, como bom nerd, agora tenho que aprender tudo sobre o sistema para em breve ter a minha prórpia versão do Kernel* compilada. (Compilar o  kernel do Linux para um nerd é como visitar a Meca para um mulçumano: você tem que fazer isso pelo menos uma vez na vida).

* Pra quem não sabe, de forma simplificada, o Kernel é o núcleo do sistema operacional: tem as principai funções pro SO poder funcionar e gerenciar o hardware e programas em execução no computador. Para mais detalhes veja o que o Tanenbaum tem a dizer.


O que é Google Hacking? O que o Google faz e você não sabe!

Fonte: http://www.rptech-world.com

Falar do poder de busca do Google é chover no molhado. Mas muitos, porém,  não sabem os tipos de pesquisa que o Google oferece e os resultados oferecidos por estes. A barra de pesquisa do Google possui uma linguagem própria e através dessa é possível uma infinidade de coisas em torno da maior base de informações do mundo. A utilização de características do mecanismo de pesquisa do Google para encontrar determinadas informações, que seriam teoricamente confidenciais, se chama Google Hacking.  Para exemplificar este poder, até então desconhecido pela maioria dos usuários do Google, iremos citar abaixo alguns tipos de pesquisa bem como os respectivos resultados retornados:

Ao digitar: ”microsoft outlook web access” logon # é retornado alguns portais para acesso web para alguns correios corporativos.

Ao  digitar: inurl: “auth_user_file.txt” é retornado alguns arquivos com lista de usuários válidos bem como as respectivas senhas.

Ao digitar: inurl: admin.asp é retornado algumas páginas de acesso do administrador ao site.

Ao digitar “powered by webcamXP” “Pro|Broadcast” é trazido como resultado links para câmeras de segurança sendo que, muitas delas,  nem eram para ser públicos.

O objetivo deste artigo não é servir de fonte para crackers ou como incentivo para que as pessoas invadam sistemas e sim conscientizar as pessoas do poder de indexação do Google. O Google não está errado em indexar o conteúdo, que seria em teoria privativo, o “culpado” neste casos são, por muitas vezes, os administradores dos sites que configuraram o conteúdo e organizaram as informações de tal forma que estas estivessem públicas ao mundo. Trata-se sim, desta forma, de um relevante problema de segurança da informação para as empresas. (aqui se abre um parênteses só para deixar claro que não só empresas podem sofrer problemas deste tipo,  cuidado!  Suas informações confidenciais podem estar na rede mundial de computadores).

Para saber mais recomendo o livro Segredos do Google. Até a próxima.

Fontes:

http://webinsider.uol.com.br/2008/08/06/google-forensics-investigando-cybercrimes/

http://www.scribd.com/doc/2233418/Hackers-Favorite-Search-Queries-1?query2=auth_user_file.txt

http://blog.alexos.com.br/?p=310〈=pt-br

http://www.naosalvo.com.br/vc/ta-de-bobeira-que-tal-ver-cameras-espalhadas-pelo-mundo-com-ajuda-do-google-e-ao-melhor-estilo-voyeur/


O Banco do Futuro para a Geração Y – Parte 7

Intranet

Devem ser construída como centralizadora de informações, para direcionamento de políticas e regras corporativas, se utilizando de recursos colaborativos (wiki) e mostrando tudo que os colaboradores das instituições bancárias possam ou devam podem fazer, em um único local. Assim empresas reduziram custos com a criação e manutenção de manuais, sistemas de ajuda e demais conteúdos.

Extrato Consolidado

Deve reunir os extratos de vários produtos em um extrato unificado, permitir que clientes escolham quais informações sejam exibidas e que itens sejam expandidos e recolhidos durante consultas online.
Por exemplo, um cliente poderá selecionar as informações de conta corrente e dois cartões de crédito, digamos Cartão 1 e Cartão 2, para exibição. As informações da conta corrente poderão aparecer de forma detalhada, juntamente com informações do Cartão 1. Entretanto, as informações sobre o Cartão 2 podem não ser, naquele momento, relevantes para o cliente, fazendo com que este deixe os detalhes recolhidos, exibindo apenas o total acumulado do cartão.
Assim, usuários terão maior controle e facilidade para com suas informações financeiras.



Metrificação de software: diferenças entre a Nesma e a APF

Figura extraída de http://dnametrology.wordpress.com/qualidade/

A NESMA é um forma de metrificar software muito parecido com APF – inclusive se baseia nesta - com particulares diferenças como a inclusão do tipo de manutenção “cosmética” e principalmente no que se refere a medição do tamanho de projetos de melhoria.

Na NESMA em projetos de melhoria para cada função alterada temos o calculo da complexidade de sua alteração levando-se em conta como era esta função antes da alteração.

Para ficar mais claro – o que vou falar a partir de agora exige conhecimento pelo menos básico de pontos de função – caso tenhamos a SE – Gerar relatório com total de vendas – alterada em um projeto, o calculo da complexidade desta alteração não é feita simplesmente contado os arquivos lógicos referenciados e dados referenciados, mais sim a complexidade da alteração é calculada pela diferença da quantidade de arquivos lógicos referenciados e dados referenciados depois da alteração pela quantidade de arquivos lógicos referenciados e dados referenciados antes da alteração.

Desta forma, o tamanho de projetos de melhoria acabam sendo mais reais do que as realizadas por meio do método do IFPUG. E vocês, de que forma a sua empresa estima o esforço de seus projetos de software?

No próximo artigo sobre este tema, abordaremos a dificuldade em medir as horas necessárias para algumas atividades de projeto como as horas necessárias para realização de testes, homologação e implantação do projeto, bem como métodos existentes que podem ser utilizados para este propósito.


O Banco do Futuro para a Geração Y – Parte 6

Continuando a série de artigos sobre o Banco do Futuro para a Geração Y, agora serão abordadas as tendências para a internet. Também será exibida uma proposta para a utilização de jogos online para efetuar transações bancárias presentes em sites de internet banking.

Internet: Interações pela internet apresentam inúmeras vantagens: custo inferior quando comparado aos canais físicos, maior agilidade na interação e praticidade. Por não existir custo físico atrelado à exibição de propagandas no ambiente online[1], o espaço para publicidade e conhecimento é ilimitado, pode atender todos os nichos do mercado e pode ser utilizado para complementar o atendimento dos demais canais.

Clientes deverão poder executar suas tarefas sozinhos ou assistidos durante interações de e-mail ou bate-papo com texto, vídeo ou som.

Além disso, todo o ambiente deve ser customizável, permitindo que clientes definam telas e transações favoritas e montem as suas próprias telas de informação, por exemplo.

Consoles: A Geração Y é a principal impulsionadora do mercado de jogos, que atualmente possui faturamento superior ao mercado de filmes[2]. As plataformas para jogos eletrônicos atuais oferecem funcionalidades de conexão com a internet para jogos online com vários jogadores, bate-papo por texto, vídeo e som. Apesar de oferecerem funcionalidades semelhantes à internet, possuem um potencial ainda inexplorado: A realização de transações bancárias dentro de mundos virtuais em jogos.

A tendência é que as pessoas passem cada vez mais tempo em jogos online. Ofertar serviços neste novo canal será um diferencial importante para a conquista e retenção de clientes da Geração Y.

Além do uso para marketing, jogos oferecem as chamadas Economias Virtuais, Moedas Virtuais e os Micro pagamentos.

Economias Virtuais: Utilizadas para recreação e entretenimento, fazendo com que elementos da economia real, que não são considerados divertidos, não existam nestes mercados. Várias pessoas interagem na economia virtual para obterem benefícios reais, graças à livre troca entre moedas virtuais e reais.

Moedas Virtuais[3]: Foram criadas para evitar o câmbio em transações online. Atualmente são utilizadas por milhões de usuários em jogos e lojas virtuais. É um mercado ainda imaturo, mas com capacidade de expansão praticamente ilimitada.[4]

Micro pagamentos: Pagamentos com valores abaixo de US$10,00, utilizados para compra de músicas, livros, acessórios virtuais e compras no mundo real. Os pagamentos podem ser efetuados com moedas virtuais, cartões de crédito ou celulares.[5]

Atualmente tais transações são realizadas fora do ambiente de jogo. No futuro, para comodidade e retenção dos clientes bancários, será necessário prestar este serviço dentro do ambiente dos jogos. Atualmente existe um mercado de 600 milhões de jogadores online que utilizam micro pagamentos e moedas virtuais. A disponibilização de tal serviço trará marketing positivo para as empresas, aumento na base de clientes instalada e lucros como um todo.


[1] Anderson, Chris; The Long Tail;  Artigo original: http://www.wired.com/wired/archive/12.10/tail.html

[2] Anderson, Nate; Video gaming to be twice as big as music by 2011;    Artigo Original: http://arstechnica.com/gaming/news/2007/08/gaming-to-surge-50-percent-in-four-years-possibly.ars

[3]  Moeda  virtual  é um modelo de dinheiro imaterial, utilizado em sites, ambientes virtuais ou simulações monetárias paralelas a realidade.

[4] Artigo online: http://www.virtualcurrencyplatforms.com/about/

[5] W3C; Common Markup for micropayment per-fee-links; http://www.w3.org/TR/Micropayment-Markup/#origin-goals



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